Território: Aglomerado da Serra — Belo Horizonte (MG)
Tipo de ação: Projeto de reorganização espacial e arquitetônica
Liderança: Kdu dos Anjos

Três pequenos cômodos empilhados, interligados por escadas muito estreitas que, em rota coreográfica, levam até um terraço.
De lá de cima se pode ver a rua movimentada, a favela, o “asfalto” (termo usado pelos locais para se referir à cidade formal) e as montanhas ao redor.
Não fosse o olhar atento do Kdu, artista fundador do Centro Cultural Lá da Favelinha, a construção seguiria seu curso como mais uma lojinha na rua Regência, uma das mais movimentadas do Aglomerado da Serra.

Para dar conta da imprevisibilidade do que pode acontecer nos espaços da torre ou fora dela, nada mais apropriado que uma galeria de arte.
Seu propósito artístico e cultural estará sempre em expansão, para fora e além dos limites da construção, da favela, ou de qualquer tipo de limite, não apenas os territoriais.

A torre será revestida com panos brancos, quase transparentes, que vão ganhando textura e materialidade com a sobreposição de camadas. Uma vestimenta em constante movimento, que permite enxergar e se tornar cada vez mais imaterial quando supera a altura do terraço e envolve uma bola de luz.
O Aglomerado da Serra vai ter uma segunda lua, sempre cheia, no farol da Torre de Bebel.
Bebel olhará para a favela e será vista de longe, exercendo seu duplo poder de fascinação como antena e farol. Lugar de convergência e geração de novas vozes e visões – do morro para o morro, do mundo para o morro e do morro para o mundo.
Ficha Técnica
Idealização
Kdu dos Anjos
Arquitetos
Amanda Castilho, Anna Lobato, Fernando Maculan,, Marina Vilela, Rafael Yanni
Colaboradores
Giovanna Camisassa, Maria Soalheiro, Natália Castro, Ricardo Lobato











