Exposição Retratistas no MAR

Exposição Retratistas no MAR

Território: Museu de Arte do Rio — Rio de Janeiro (RJ)  

Tipo de ação: Projeto expográfico

Idealização: Guilherme Cunha | Retratistas do Morro

Crédito da imagem: Cris Lucena

Crédito da imagem: Cris Lucena

A exposição é fruto do trabalho do Coletivo Retratistas do Morro, concebido pelo artista e pesquisador Guilherme Cunha, que promove o resgate e preservação dos registros fotográficos que capturam as narrativas e o cotidiano dentro do Aglomerado da Serra, em Belo Horizonte.

As narrativas visuais apresentadas são testemunho do potencial da fotografia como ferramenta de resistência e afirmação cultural de histórias que se tornaram cada vez mais visíveis e integrantes de uma memória coletiva que reflete tão vividamente o próprio Brasil.

A mostra reuniu os acervos de João Mendes e Afonso Pimenta, que desde a década de 1960 retratam o cotidiano do morro, e de Dona Ana Oliveira, que, há pouco mais de uma década, compartilhou com Guilherme Cunha suas fotografias pessoais - que se tornariam as sementes do projeto Retratistas do Morro.

O projeto de exposição dos Retratistas do Morro explora a experiência da compressão e expansão espacial, oferecendo caminhos que se deslocam entre becos estreitos, praças e espaços de encontro. Para alcançar a qualidade orgânica que imaginamos, desenvolvemos um sistema de painéis modulares que cresce como um rizoma. Articulados entre si, os painéis permanecem estáveis apesar de sua espessura fina.

A equipe do MAR reconheceu o potencial de transformar o design em um sistema reutilizável. Abraçamos o desafio e adotamos um módulo mínimo para a subdivisão interna dos painéis, garantindo o uso total de matérias-primas e permitindo que o sistema seja desmontado e remontado em diferentes configurações espaciais, adaptando-se às necessidades de cada nova exposição.

Crédito das imagens: Coletivo LEVANTE

Crédito das imagens: Coletivo LEVANTE

Crédito da imagem:

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A construção da experiência expográfica foi desenvolvida em diálogo direto com Guilherme Cunha, a partir de um processo de experimentação contínua entre imagens, sons e espaço.

O trabalho passou por diferentes plataformas e ferramentas — da maquete física e dos modelos tridimensionais às colagens e simulações audiovisuais — como forma de testar, sobrepor e ajustar as relações entre os diferentes elementos da exposição.


O processo buscou encontrar uma sincronia entre os registros fotográficos e os áudios, entendendo como cada faixa poderia ativar uma atmosfera, uma memória e uma determinada relação com o espaço.

Ao entrar no espaço, o visitante recebia um fone de ouvido e podia percorrer livremente a instalação, caminhando entre os painéis e ouvindo as faixas correspondentes às imagens que encontrava ao longo do percurso. A experiência não se organizava apenas pela contemplação frontal das fotografias, mas também pela articulação entre deslocamento, escuta e percepção espacial.

A expografia tratou de criar uma espécie de montagem espacial das narrativas do Aglomerado da Serra. Os caminhos, alternando momentos de compressão e expansão, conduziam o visitante por diferentes escalas de proximidade e distância, enquanto os áudios introduziam outras camadas de tempo, memória e experiência. A relação entre fotografia e som fazia com que o espaço deixasse de ser apenas o suporte para as obras e passasse a participar ativamente da narrativa da exposição.

Entre a imagem fixa, o som e o movimento do corpo, a exposição foi uma oportunidade de encontro com esse acervo que era simultaneamente visual, espacial e sonoro.

Crédito das imagens: Cris Lucena e Coletivo LEVANTE

Ficha Técnica

Idealização 

Guilherme Cunha - Retratistas do Morro

Arquitetos

Amanda Castilho, Fernando Maculan, Marina Vilela, Rafael Yanni

Colaboradores

BIABUM

Colaboradores

Vitor Canuto

Realização

Museu de Arte do Rio (MAR)

Cliente

Retratistas do Morro

Feito

em rede.

de encontros

por muitos

em rede