Território: Aglomerado da Serra — Belo Horizonte (MG) Tipo de ação: Projeto de reorganização espacial e arquitetônica Liderança: Kdu dos Anjos

Três pequenos cômodos empilhados, interligados por escadas muito estreitas que, em rota coreográfica, levam até um terraço. De lá de cima se pode ver a rua movimentada, a favela, o “asfalto” (termo usado pelos locais para se referir à cidade formal) e as montanhas ao redor.

Para dar conta da imprevisibilidade do que pode acontecer nos espaços da torre ou fora dela, nada mais apropriado que uma galeria de arte. Seu propósito artístico e cultural estará sempre de expansão, para fora e além dos limites da construção, da favela, ou de qualquer tipo de limite, não apenas os territoriais.


A torre será revestida com panos brancos, quase transparentes, que vão ganhando textura e materialidade com a sobreposição de camadas. Uma vestimenta em constante movimento, que permite enxergar e se tornar cada vez mais imaterial quando supera a altura do terraço e envolve uma bola de luz. O Aglomerado da Serra vai ter uma segunda lua, sempre cheia, no farol da Torre de Bebel.


